Terapia Online

O processo psicoterapêutico exige disposição e paciência daquele que busca encontrar sua autonomia. Na terapia não há espaço para pressa e desejo de resultado instantâneo.

Seide Marangoni

1/27/20261 min ler

O processo psicoterapêutico exige disposição e paciência daquele que busca encontrar sua autonomia. Na terapia não há espaço para pressa e desejo de resultado instantâneo.

Especialmente na psicoterapia humanista, este caminho proporciona ganhos existenciais acompanhados por uma crescente responsabilidade. Seu comportamento e ações envolvem receio e precaução, com a insegurança de quem acaba de ter o volante de um carro em suas mãos e, apesar de não saber dirigir, muito menos para onde ir, dirige com satisfação por saber que, mesmo que se perca ou chegue a algum lugar sombrio, chegará por conta própria.

Descobre-se na terapia que pode sentir raiva e esta raiva não ser destrutiva, pode sentir medo e não ser paralisado por este, ou seja, pode sentir seu verdadeiro sentimento. Possibilitando a fala sobre si mesmo e não somente sobre o sintoma, abrindo-se para outros aspectos de si por meio de um processo de aprendizagem gradativo.

O indivíduo passa a estar apto a vivenciar o que se passa consigo, estando consciente de seus sentimentos e aceitando-os sem medo do que eles possam lhe causar e sem julgá-los como perigosos para uma estrutura de self fragilizada.

A construção de uma “pele emocional” que possa ajudar o paciente a conter e organizar suas emoções dá-se por um vínculo terapêutico criativo.

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ROGERS, C. R. (2009). Tornar-se pessoa (6ª ed.) São Paulo: Martins Fontes. (Original publicado em 1961).

“O resultado da terapia é tornar-se uma pessoa autônoma, capaz de ser o que é, e de escolher o seu caminho.” Carl Rogers.